domingo, 31 de maio de 2009

Barriga de 30 Semanas


Apresento-vos o meu Rodrigo e as suas 30 semanas dentro de mim

O Rodrigo:
. Mexe-se muito, principalmente antes e depois das refeições;
. Empina-se várias vezes ao dia;
. Tem preferência pelo lado direito da barriga;
. Tem soluços 2 x por dia;
. Gosta de Banana e de Pasteis de Nata;
. Parece que quer-se virar de cabeça para baixo mas ainda não se decidiu de vez;

A Mãe:
. O Umbigo está igual;
. Tem uma dor de dentes horrível (só benuron e elugel);
. Tem dor nas costas;
. Tem dor nas ancas,
. Tem cãibras à noite;
. Tem os pés parecem trambolhos;
. Dorme mal e acorda cedo.

Enfim, tudo compensa não é verdade?

Dia 3 temos consulta. Há um mês que não sei nada dele LOL mas sinto que está tudo bem.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

30 Anos com 30 Semanas de ti


FALTAM 70 DIAS (MAL POSSO ACREDITAR QUE ESTÁS QUASE ENTRE NÓS)


Aponte uma luz para a barriga – o bebé já a segue.


O bebé tem agora quase 40 centímetros e pesa pouco mais de 1,350 kg. Está rodeado de cerca de 700 mililitros de líquido amniótico, mas esse volume irá diminuir à medida que o bebé cresce e preenche o útero. O bebé consegue agora distinguir entre a luminosidade e a escuridão e consegue até acompanhar uma fonte de luz.

Depois de nascer, manterá os olhos fechados uma grande parte do dia. Quando os abrir, irá reagir a alterações de luz, mas não conseguirá ver nada a mais de alguns centímetros de distância da cara. Como vai querer pegá-lo ao colo o mais possível, essa será a posição perfeita para que o bebé a veja com olhos de ver.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Os Carrinhos já chegaram...

... para os graúdos (mas em cinza escuro)



... para o pequeno Rodrigo (mas em tons de verde tropa e cinza)

P.S.: Obrigada Tia M. (pelo carrinho e tantas outras coisas lindas)

Fim das Obras

Finalmente terminaram as obras cá em casa: Pintamos a casa todinha; Abrimos um roço no tecto da sala e ainda colocamos uma placa em MDF na sala para colocar o Plasma. Depois mostro fotos.

Estes dias foram e continuam a ser cansativos, pois desarrumar foi fácil, agora colocar tudo no sítio é dose... já para não falar no pó branco que se infiltra em todo o lado e parece que nunca mais desaparece. Agora estamos na fase dos acabamentos do "limpa o pó" para então começar a organizar o futuro quarto do Rodrigo.

Em princípio o quartinho dele vai ser em tons de verde e azul e talvez vá ter uma parede ou às riscas ou com papel de parede, ainda não sabemos muito bem. O motivo vai ser a SELVA (porque será? LOL). Já tenho autocolantes com macacos, girafas, leões etc., etc.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Começaram as Obras cá em casa...


... volto em breve

Já tens 29 Semanas | Faltam 77 dias


O bebé cresce agora a toda a velocidade. Esta semana, pesa aproximadamente mais 250 gramas do que na semana passada (com um total de cerca de 1,150 kg) e tem pouco mais de 38 centímetros de comprimento da cabeça ao calcanhar.

Os músculos e os pulmões continuam a amadurecer e a cabeça começa a ficar maior, criando espaço para o cérebro em franca expansão – e que está bem ocupado a desenvolver biliões de neurónios. Com este acelerado crescimento, não é de surpreender que as necessidades nutricionais do bebé atinjam o máximo este trimestre.

Para se manter a si e ao bebé bem alimentados, vai necessitar de muitas proteínas, vitamina C, ácido fólico, ferro e cálcio. (Todos os dias, cerca de 200 miligramas de cálcio são depositados no esqueleto do bebé, que se encontra em fase de endurecimento.)J

sábado, 16 de maio de 2009

Dia 26 começo...


.... as aulas de preparação para o parto no Centro de Saúde.

Estou ansiosa.

e mais MACACADAS


Olhem para isto:

. Um saco da Selva

. Uma Cobra e um Macaco

O Puto ainda vai sair com cara de Saguim mas o que hei-de fazer ... eu gosto destas coisas LOL

Já tens 28 Semanas | Faltam 84 dias


Agora o bebé já consegue abrir e piscar os olhos.

Esta semana, o seu bebé pesa pouco mais de 1 quilo e mede cerca de 37 cm, desde a extremidade da cabeça até aos calcanhares. As camadas adiposas continuam a formar-se, à medida que se vai preparando para a vida fora do útero. A grande notícia desta semana é que o bebé já consegue abrir e fechar os olhos – ostentando agora grandes pestanas.

Este movimento é mais um reflexo de piscar os olhos do que um processo intencional de abrir e fechar, mas já não terá de esperar muito até que ele lhe faça aqueles olhinhos!

domingo, 10 de maio de 2009

PARABÉNS


Hoje faço 30 aninhos!!!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Já tens 27 Semanas | Faltam 91 dias


A partir de agora, os soluços podem ser frequentes.

Agora o bebé começa verdadeiramente a encher o útero. Esta semana, pesa quase 900 gramas e tem cerca de 36,5 cm de comprimento, com as pernas esticadas. Já consegue abrir e fechar os olhos e mantém-se a dormir ou acordado com intervalos regulares.

Pode chuchar nos dedos e, embora ainda estejam imaturos, os pulmões já conseguiriam funcionar – com auxílio – caso nascesse prematuramente. Se sentir movimentos rítmicos, isso dever-se-á a soluços, que poderão tornar-se frequentes a partir de agora.

Cada episódio dura apenas alguns momentos e não o incomoda, por isso aprecie as vibrações. Com mais tecido cerebral em desenvolvimento, o cérebro do bebé está agora muito activo.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Começaram as Insónias


Estou cansada!

Ultimamente não consigo fazer uma noite seguida. Às 03h00 plim abro a pestana e nunca mais consigo dormir a sério. Isto nunca me aconteceu.

O Rodriguinho não pára queito durante a noite e sempre que estou quase quase a ir para o 3º sono aí vem ele e pimba um pontapé ou pumba um murro ou as duas coisas ao mesmo tempo, tudo isto aliado ao facto dele simplesmente não gostar que eu durma de lado com uma almofada nos meio das pernas e outra a apoiar a barriga ai ai ai ai ai

O Relógio, claro está, não espera por mim e dali a uns tempos toca o despertador ... só me apetece fugir!

Para agravar tenho os pés super inchados, logo presuntos para cima e o meu amigo "Daflon" para o bucho.

Conclusão não durmo como deve de ser há uma semana e meia e o cansaço está a acumular.

Sabem de algum truque para ajudar?

sábado, 2 de maio de 2009

Dia da Mãe antecipado

Hoje o pai ofereceu-me 3 pares de calças lindas de morrer e muito fresquinhas.

Andava desesperada lembram-se??? (não cheguei a comprar a Belly Belt)

Tanho andado com umas as calças de grávida que comprei na Zara há uns meses (que vergonha) e mais umas que me emprestaram mas que me caem pelas pernas abaixo (não é Rita?) porque ainda não tenho barriga que se apresente.

Andava triste porque nada me servia em comprimento (1,80m de altura com 1,10 de perna é dose). Hoje o pai cansado que me ouvir queixar perdeu a cabeça, entrou na Pré-Natal e disse "escolhe as que quiseres" e um "Plim, é para já".

Escolhi mesmo as que gostei sem olhar a preços. Ficam-me bem, são compridas e muito fresquinhas para o calor que se avizinha a tirar pelo dia de hoje.

Yupiiiiiiiiiiiiiiiiiii

10 Conselhos para o PARTO

Sei que é um bocado extenso mas façam copy paste para lerem mais tarde. Pode ser útil.

Bjs

1. Faça a sua própria pesquisa

Estar bem informada é meio caminho andado para um parto mais tranquilo. Zita West, a famosa parteira britânica autora de vários best-sellers sobre fertilidade, gravidez e parto, diz, no livro «Cuidar do bebé antes do nascimento» (Civilização Editora), que «a familiaridade» da mulher com «os padrões de comportamento em cada fase do parto dá-lhe uma melhor compreensão do que se está a passar com o seu corpo e como lidar com isso». Acrescenta a especialista: «Um planeamento prévio é mesmo importante». Isto porque, diz Zita West, se a mulher estiver em boa «forma mental», o parto será, seguramente, mais fácil.


Por isso: leia, estude e procure esclarecimentos sobre as várias opções de parto. Não espere que a informação lhe caia no colo, não dependa da paciência e da disponibilidade do seu médico e, sobretudo, não adie. Evite pensar que, sobre o parto, «logo se vê». O obstetra do Hospital de S. João Diogo Ayres de Campos defende que o «verdadeiro envolvimento na decisão sobre as intervenções de saúde só funciona quando as grávidas estão bem informadas das alternativas possíveis». O médico recomenda os sites da Cochrane Collaboration (http://www.cochrane.org/reviews/en/subtopics/87.html), «que contém resumos em linguagem simples dos melhores conhecimentos científicos actuais nesta área» e a página «Information for patients» do site do Colégio Inglês de Ginecologia e Obstetrícia (www.rcog.org.uk).


No entanto, estar bem informada não significa, necessariamente, estar bem preparada. Ler todos os tratados de obstetrícia publicados até hoje não é, seguramente, o passaporte para o parto perfeito. Seja selectiva e comedida. Estude, mas relaxe. Questione, mas confie. A igualmente famosa obstetra inglesa Gowri Motha destaca, no livro «Método para um parto suave» (Estrela Polar), o «maior obstáculo» a uma boa experiência de parto: «duvidar de si própria». Escreve a médica: «Acha que vai conseguir? Se a sua resposta imediata for ‘não’, aquilo que tem de enfrentar e ultrapassar não é a química, mas o cepticismo».

2. Não vá às consultas sozinha

Pode parecer complicado, conseguir que o seu parceiro tenha sempre disponibilidade para a acompanhar ao médico, aos exames, às ecografias, às sessões de preparação para o parto. Mas insista, a gravidez não foi inventada para ser vivida apenas pela mulher. Se, por qualquer razão (o emprego, por exemplo), ele não puder mesmo ir, peça à sua mãe, ao seu irmão, à sua melhor amiga.


Frisamos este ponto, não apenas porque é bom partilhar emoções, mas, sobretudo, porque é útil estar mais uma pessoa no consultório. Essa pessoa pode colocar as questões que a grávida não se lembrou – ou não se sentiu à vontade – para colocar. Pode ajudar a desdramatizar a situação se o obstetra falar na necessidade de realizar uma amniocentese. Vestir a capa da racionalidade se os sentimentos tomarem conta do momento. Ou servir de porto seguro se alguma coisa estiver a correr menos bem com a gravidez.

Não faça cerimónia. Peça companhia para ir às consultas pré-natais.

3. Faça perguntas

Há que dizê-lo com frontalidade: mulher grávida é sinónimo de mulher vulnerável. Por mais pós-graduações que tenha, assim que entra no consultório do obstetra e mergulha na rotina de exames, medições e termos complicados, não há estudos que valham. As dúvidas, as inquietações, os medos surgem quase do nada.

Por vezes, a insegurança não permite sequer que a grávida coloque ao médico todas as perguntas que tinha em mente. É normal sentir este desassossego no peito. Mas, por mais ansiosa que esteja, não desista de fazer todas as perguntas que lhe assaltam o espírito. Mesmo aquelas (aparentemente) mais tontas: ‘quanto tempo dura a gravidez?’, ‘o que é uma contracção?’. Familiarize-se com conceitos como rompimento das membranas e episiotomia. Informe-se sobre os riscos e os benefícios da epidural.

Não tome nada como um dado adquirido. Se não perceber as explicações do médico à primeira, peça para ele a aclarar outra vez – não tenha vergonha de o dizer.

Depois de realizar uma ecografia, espere pelo momento em que já está vestida, frente-a-frente com o médico, para dissipar as dúvidas. Desta forma, estará mais atenta e sentir-se-á menos vulnerável.

Se o obstetra lhe propuser uma determinada intervenção (indução do parto, cesariana), tente perceber bem as razões e pergunte se não há procedimentos alternativos. Se lhe for pedido que assine um consentimento informado, leia o documento com atenção, sem pressas. Moral da história: não leve dúvidas para casa.

4. Seja diplomata

Nem sempre é fácil argumentar com um profissional de saúde. Muito menos quando se carrega um filho na barriga. A ansiedade, o medo, a ignorância em relação aos aspectos técnicos toldam o espírito crítico e a grávida acaba, muitas vezes, por dizer sim a tudo. Mesmo quando lhe apetece dizer não. O nosso conselho neste caso é muito simples: seja diplomata. Isto é, procure ser assertiva, sem ser agressiva. Nada de bom virá de um confronto com o seu médico ou com a parteira que a vai assistir na maternidade.

Se não concorda em absoluto com os procedimentos propostos pelos profissionais, procure apresentar uma solução alternativa. Resista à tentação de insistir que está no seu direito, que o parto é seu e que pesquisou exaustivamente sobre tudo. Por exemplo: se o obstetra lhe quer induzir o parto às 41 semanas (prática muito comum actualmente), mas essa não é a sua vontade, decline delicadamente (desde que o bebé esteja bem), sugerindo uma vigilância mais apertada nessa semana.

Ou se não deseja ter estudantes de medicina ou de enfermagem no seu parto, recuse a presença destes profissionais, argumentando que já há hospitais, caso do S. João, no Porto, onde não é permitido estar mais do que um estudante nos quartos de parto. Seja firme, mas serena. Acredite, é o melhor para si e para o seu bebé.

5. Tome as suas próprias decisões

Tomar decisões acerca do parto, «de forma consciente e informada», ajuda as mulheres a sentirem-se mais responsáveis pela sua própria vida. Nas palavras de Luísa Condeço, presidente da Associação Doulas de Portugal, essa atitude pró-activa dá à grávida uma sensação de poder e uma «vontade de crescer». Mesmo que o parto não corra como planeado, mesmo que o desfecho seja o contrário daquilo que se idealizou, «o caminho foi traçado pela mulher». E isso, só por si, é bom.

«Delegar é mais fácil», nota a doula. Dessa forma, «a mulher pode dizer que a culpa de ter tido uma má experiência de parto é dos outros» – do médico, das enfermeiras, dos familiares. Mas escolher é mais benéfico: «A evidência científica prova que quando a mulher tem possibilidade de escolha, e exerce esse poder, o parto decorre de forma mais positiva».
«Tomamos decisões em relação a quase tudo na vida – o marido, o emprego – mas deixamos o parto nas mãos de terceiros. Porquê?», questiona-se Luísa Condeço. A doula recomenda às grávidas que se informem sobre os vários aspectos do nascimento (posição para dar à luz, episiotomia, soro, cesariana, indução do trabalho de parto). Só assim poderão decidir, só assim poderão saber como gostariam de viver «um dos momentos mais transformadores das suas vidas».

Ter poder de decisão não é, contudo, igual a questionar constantemente a palavra do profissional de saúde que acompanha a gravidez ou que assiste o parto, alerta Luísa Condeço. Tem mais a ver com o «processo de descoberta individual do modo como se olha para o parto» do que com confronto de opiniões e ideais.
Um último conselho, acrescenta a doula, talvez o mais importante de todos: nunca é cedo demais para se começar a pensar no parto.

6. Escolha o médico e a maternidade

Não é preciso plantar-se à porta do médico assim que descobre que está grávida. Mas é importante pensar nisso e tentar perceber se o clínico que consulta habitualmente é o médico mais indicado para seguir a sua gravidez. Tem confiança nele? É acessível? É receptivo às dúvidas existenciais próprias de uma grávida? Responde claramente às suas questões? Sente-se à vontade para lhe fazer perguntas...? Depois, a eterna questão: ser seguida no sector público ou no privado?

Se optar pelo público, a vigilância da gravidez ficará a cargo, numa primeira análise, do médico de família. Em caso de necessidade (gravidezes de risco), a mulher é encaminhada para o hospital de referência. O parto poderá depois ser assistido na maternidade ou no hospital que a mulher quiser - um despacho de 2006, assinado pelo então ministro da Saúde, Correia de Campos, consagrou às grávidas o direito de escolherem livremente o local onde desejam ter os seus filhos. Se o sistema privado lhe parece a melhor solução, terá de tentar encontrar um obstetra pelos seus próprios meios. O nosso único conselho é que procure um médico que saiba respeitar a sua vontade e que esteja disponível para as suas inquietações.

Quanto à escolha da maternidade, recomendamos vivamente que tenha uma atitude pró-activa. Visite as instalações, faça perguntas, solicite as estatísticas das cesarianas e dos partos induzidos, peça para ter acesso às condutas da unidade (orientações clínicas para o parto). Ficará a saber, por exemplo, que na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, a episiotomia é efectuada apenas em caso de necessidade e que, por norma, não são oferecidos ao bebé leite artificial e chupetas. Ou que no Hospital de S. João, no Porto, tem à sua disposição uma banheira para poder relaxar durante a dilatação e um quarto livre de intervenções clínicas desnecessárias se desejar ter um parto o menos medicalizado possível.

7. Escreva um plano de parto

Fazer um plano de parto é uma oportunidade para a mulher expressar os seus desejos, chamando si a papel principal durante o nascimento do filho. É sobretudo um pretexto para procurar informação sobre os procedimentos médicos e reflectir sobre eles. «Com o início das dores do trabalho de parto, podem perder-se algumas das capacidades de concentração, discernimento ou poder de transmissão destas ideias, pelo que a listagem prévia tem vantagens óbvias», defende Diogo Ayres de Campos.

No plano de parto, a grávida pode incluir tudo o que achar importante, mas é de bom-senso que o texto seja conciso e se restrinja àquilo que a mulher acha verdadeiramente relevante. Não deve ser visto como uma lista de exigências. Em todos os partos podem ocorrer imprevistos que obrigam a uma mudança de rumo. Se a mulher achar que os profissionais têm a obrigação de cumprir cegamente as medidas por ela enumeradas, podem surgir conflitos, o que prejudica a evolução do trabalho de parto.

A enfermeira do serviço de Obstetrícia do Hospital de S. João, no Porto, Maria de Lurdes Francisco, alerta para a importância de o plano de parto não ser «rígido», sob pena de «não funcionar». Para a profissional, o mais importante é que a mulher procure informação e tome conhecimento das recomendações da Organização Mundial de Saúde para o parto. E que se prepare não apenas para o nascimento, mas sobretudo para a «parentalidade». «E isso inclui a gravidez, o parto e o pós-parto», sublinha.

A par dos médicos, os enfermeiros especialistas em Obstetrícia e Saúde Materna são os profissionais de saúde que mais podem ajudar as mulheres a planear o seu parto. Maria de Lurdes Francisco exorta as grávidas a procurarem estes especialistas nos centros de saúde ou nas unidades de preparação para o parto (públicas e privadas).

8. Escolha um acompanhante para o parto

Não pense nesta questão como estando resolvida à partida. O apoio contínuo de outra pessoa durante o parto é uma das circunstâncias mais determinantes de uma boa experiência. Não por acaso, o Instituto Nacional para a Saúde e Excelência Clínica (NICE), organização britânica de grande importância científica, incluiu este aspecto nas suas recomendações para o parto. Segundo o NICE, a presença e o apoio emocional de outra pessoa durante o parto reduzem os pedidos de analgesia e a probabilidade de o nascimento terminar em cesariana.

É, por isso, fundamental que a pessoa que vai estar ao lado da grávida compreenda exactamente a importância desta missão, defende Luísa Condeço. «Deve saber quais as necessidades básicas de uma mulher em trabalho de parto – silêncio, pouca luz, segurança e privacidade – e ter uma noção mínima do que é o nascimento», recomenda a doula. O acompanhante é uma espécie de «guardião» da vontade materna, deve, por isso, ser alguém «em quem a mulher confie incondicionalmente», acrescenta Luísa Condeço.

Se essa pessoa deve ou não ser o pai, a doula aconselha alguma reflexão: «Nem sempre o pai é a pessoa mais preparada, mais serena, e é importante que a mulher tenha ao seu lado alguém que sabe ao que vai». E com quem partilhe uma grande intimidade física: «No parto, não pode haver máscaras. A mulher precisa de se sentir livre para deixar o corpo falar. Se, por alguma razão, não tem esse nível de intimidade com o marido, não deve ter receio de dizer que prefere ter outra pessoa a apoiá-la no parto, como a mãe, a parteira ou uma doula».

9. Não tome decisões antecipadas em relação à epidural

A epidural é o mais método mais eficaz na eliminação da dor durante o parto. Por essa razão, muitas mulheres vão para o nascimento dos filhos com a decisão em relação a esta técnica anestésica já tomada. Para umas, é um sim inquestionável, para outras, um não absoluto. A enfermeira Maria de Lurdes Francisco recomenda alguma reflexão: «Em primeiro lugar, é preciso saber o que é a epidural. Quantas mulheres o sabem, na realidade? Depois é preciso conhecer os riscos para a mãe e para o bebé – há sempre riscos. E por último, é preciso desmistificar alguns medos, como o de não conseguir fazer força na altura da expulsão».


A informação sobre a epidural (efeito, contra-indicações) deve ser recolhida antes do parto, sublinha a especialista, mas a decisão só deve ser tomada na altura do nascimento. Não é possível antecipar a intensidade da dor de parto nem o nível de resistência da parturiente.


Quanto mais inflexível for a intenção da mulher em querer receber uma epidural, menos tolerante será em relação a qualquer sensação dolorosa durante o parto. Isto poderá levar a situações, diz Maria de Lurdes Francisco, em que a primeira coisa a ser exigida assim que chega à maternidade é a epidural. Sem pensar no resto.


O mesmo é válido para as mulheres que têm um sentimento oposto em relação à epidural. Por vezes, há factores que potenciam a dor: posição de parto, ambiente hospitalar, decisão de acelerar o nascimento com fármacos, trabalho de parto longo. Nestes casos, a técnica pode ajudar. O melhor é esperar para ouvir o que diz o corpo.

10. Prepare-se para os imprevistos

Não há dois partos iguais, costuma ouvir-se da boca de médicos e parteiras. E é bem verdade. Todos os nascimentos são imprevisíveis e podem terminar de uma forma muito diferente daquela que se idealizou. Embora seja essencial pensar no parto antecipadamente, planeá-lo, imaginá-lo, é importante que a grávida saiba que os imprevistos acontecem. E que, quando a experiência termina de uma forma radicalmente oposta à desejada, ela não falhou. Aconteceu.

Se treme só de pensar na possibilidade de o seu parto acabar em cesariana, aceite, mais uma vez, o nosso conselho: procure ter sempre um papel activo durante o parto (é para isso que tem lá o seu embaixador, lembra-se?). Desta forma, a decisão da cirurgia não será só do médico, mas sua também. E isso, garantimos, diminui a sensação de desapontamento.

Um último apelo: se possível, deixe de trabalhar cedo. Vá para casa sonhar com o seu bebé, fazer bolos, dobrar roupinhas, preparar-se. Gravidez não é doença, dir-lhe-ão. Pois não. Mas é um estado físico e emocional incomparável, responda-lhes. Boa viagem.